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Um dos grandes jornais do País, que pertence ao maior conglomerado de comunicação dos tempos atuais, deu início, nesta semana, a sua insidiosa e dissimulada campanha relativa às eleições gerais destinadas a influenciar, manipular e direcionar a opinião de seu público alvo que também é atingido, do Oiapoque ao Chuí e de Leste a Oeste do território brasileiro, através das suas emissoras de rádio e de televisão. Pouca gente se dá conta do número de pessoas que, no geral, esse monstro da mídia alcança nos dias de agora. Avalio que seja da ordem de mais de 190 milhões de pessoas, variando numa faixa etária entre 3 e 90 anos. Avaliem o poder e a influência de uns poucos aos quais está entregue essa fantástica máquina de comunicação. Dito assim há quem possa intuir: é um poder descomunal e intransponível! Não subestimo aquela gente, mas não acho que ela seja indestrutível.

Não é a primeira vez e, certamente não será a última, que o tal grupo de comunicação se lança nessa empreitada sórdida e sorrateira com as quais pretende alcançar o sucesso que sempre se traduz para o mesmo, no final, em muito dinheiro arrancado dos cofres públicos a título de verbas advindas da propaganda e de empréstimos oficiais. Nunca é diferente, por de trás dos panos elegem algum político inescrupuloso e coincidentemente o grupo é beneficiado por aquele, direta ou indiretamente, ao longo do seu governo. Foi assim que ocorreu com Sarney, Collor, Lula, Dilma, menos um pouco em relação à quadrilha de Temer porque este chegou ao poder sem campanha eleitoral propriamente dita.

Neste passo me ocorre falar também de um aspecto que torna o procedimento desses conglomerados ainda mais letal, por causa da forma torpe como procedem. Perceba o caro leitor, mormente aqueles que possuem o habito de assistir a programas de televisão – que os jornais e as rádios prestigiam e reverberam – como o método daquela gente esperta dissimula seus verdadeiros propósitos. A toda hora e de muitas formas se alardeia que tudo que a mídia daqueles grupos faz cumpre o sagrado dever de informar blindado pelo direito constitucional de livre expressão e, o que é pior, dizem representar fielmente a grande vontade e o anseio máximo da sociedade brasileira.

Relevem a franqueza ao dizer e perdoem a indignação, mas a última coisa que aquela gente poderosa e inescrupulosa pensa é no bem estar do povo e na grandeza desta Terra de Santa Cruz. Quando os programas televisivos invadem nossos lares com toda sorte de ataques à família, à cultura judaico-cristã, aos valores da Pátria e com desabrido desrespeito por nossa história e pela tradição, não é porque daquela forma podre pensa e sente o brasileiro honrado e muito menos porque estariam pretendendo uma Nação mais justa, rica e igualitária. Quando procedem assim é para dar vazão a sentimentos subalternos ou ao pervertido caráter de uns poucos dirigentes graúdos dos meios de comunicação, que amargam vidas desgraçadas e dissolutas e vão amargar até o fim de suas milionárias existências, mas em tudo e por tudo miseráveis.

Quando escolhem uma figura pública ou um grupo destas para incensar ou promover até que cheguem aos mais altos escalões governamentais não é para criar ou incentivar o surgimento de uma classe de homens públicos honestos e desprendidos destinada a servir a Pátria e a seu povo cansado de sofrer é, sobretudo, para em primeiro lugar contemplar seus malditos interesses comerciais e tudo encetado da forma mais fria e álgida. Reparem como procedem. Defendem primeiro eles, depois seu tal padrão de qualidade, depois ainda os famosos e privilegiados com os quais iludem e idiotizam o povo e, após, mais absolutamente nada ou que se dane o mundo.

Nem me venham os cretinos intelectuais da hipocrisia falar que estou pregando um tipo de controle da imprensa ou o cerceamento da liberdade de expressão. Parem com essa besteira seus covardes e fundamentalistas! No meu sentir a imprensa livre é o essencial que não se discute para efeito algum, mas o que quero alcançar é a imprensa liberta das peias dos patrões donos das máquinas de comunicação e cônscia de que seu mais elevado propósito é a defesa, da Pátria, da família e de todo seu povo, mormente os mais necessitados.

Muito longe daquela nobre missão, a guerra suja travada pelos terríveis meios de comunicação em prol de seus inconfessáveis interesses já começou. Nestes últimos dias, como iniciei falando, logo depois da prisão do “molusco petista” os jornalões do País, - com destaque para um que cuspiu no prato que comeu e cevou no tempo do governo civil militar - passaram a alardear aos quatro cantos uns inconfiáveis índices de opinião pública, fruto de um “sermão encomendado" a um desses Institutos de pesquisa de má fama, com os quais dão início à difamação, ao combate e à desconstrução de um nome que sabem de antemão ser incontrolável, para pinçar outra figura, mais desconhecida e rejeitada, mas que eles têm a pretensão de controlar, porque sendo da esquerda estatizante e incompetente pronta sempre estará como ocorreu com seu companheiro Lula, para liberar verbas dos cofres públicos a torto e a direita. É desta forma que começam e é desta maneira que, há trinta anos, elegeram os últimos governos da República e com os quais forniram suas algibeiras.

Já estão de prontidão suas divisões de “deformadores de opinião”. Já estão entrincheirados seus batalhões de apresentadores cretinos, com destaque garantido nas telinhas de domingo. Já estão travestidos de atores seus soldados do tipo espetaculosos, quais sejam, suas pontas de lança do continuísmo, bem como do engodo, e aqueles que lucram com a exploração da comiseração pública. Por pouco, muito pouco mesmo, um desses famosos, tatuado na testa com o logotipo do conglomerado, não saiu candidato a presidente da República. Deu muito na vista e a turma recuou o ímpeto voraz. Daqui até as eleições aquela gente perigosa, terrível e desprezível vai perseguir seu nefando objetivo até alcançá-lo e se o fizerem, pode ter certeza, será porque também concorreram para fraudar as urnas de conformidade com seus planos contra o Brasil.

A esta altura alguém dirá a sorrelfa: Então se é assim e se tão grande é o poder dessa trupe, estamos irremediavelmente perdidos. Não é bem isto, com certeza. Foi mesmo desta forma no passado, contudo agora uma força muito maior que a daqueles patifes surgiu: a Rede Mundial de Computadores. Creiam meus bons brasileiros os donos do poder não admitem em público e tentam, de toda sorte, esconder este fenômeno. Agora estão pretendendo até mesmo manipulá-lo criando suas próprias redes sociais e, por último, procurando se apropriar de simples manifestações do povão gravadas em aparelhos celulares por todo Brasil para, de soslaio, usá-las adiante em proveito próprio. Atenção e cuidado!

Ocorre que a vontade do povo, tal como a manifestação de um Deus é imprevisível e incontrolável. Contra aquela poucos podem e quase nada poderão fazer acontecer. Se tivermos que chegar até as eleições deste ano – o que sinceramente espero que só ocorra depois de serem adotadas as medidas profiláticas para extinguir essa atual classe política desprezível – todos juntos e muito atentos vamos nos valer da rede mundial de computadores com seus canais livres e pessoais para combater, de frente, diariamente e sem trégua, qualquer nome promovido pelos grandes conglomerados de comunicação, fixando-nos firmemente naquele ou naqueles que a nosso sentir surjam como um rebelde indomável ou avesso àqueles poderosos, às sanguessugas da riqueza nacional e aos proxenetas da credulidade do povo.

Jose Mauricio de Barcellos ex-consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado. email: bppconsultores@uol.com.br

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