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Lula decide levar PT para cova dos leões

Brasília - O Lula já levou muitos dos seus comparsas para a cadeia. Quem se juntou a ele nos últimos vinte anos caiu em desgraça. Nem os filhos foram poupados das suas artimanhas que normalmente acabam em cadeia. Agora, ele decide acabar com o PT, o partido que ajudou a fundar, negando-se a apresentar um candidato à presidente para salvar o que resta da base. Estrategicamente até se entende que ele se mantenha candidato, pois ao anunciar que desiste da disputa, mesmo sendo inelegível, seu destino certamente será um presídio comum.

O PT está se apagando ao não participar dos debates políticos. Preso, Lula mantém-se irredutível. Usa as mulheres para esconder as suas intenções, nem sempre honestas e sinceras. Foi assim com a Dilma, sua primeira marionete, e agora com a Gleisi Hoffmann, a presidente do PT, a quem ele escolheu para ser porta-voz das suas mensagens inócuas aos seus seguidores que tentam manter hasteada a bandeira do partido.

Vaidoso patológico, ele usa mulheres.
Lula vai continuar candidato porque tem motivos inconfessáveis que ele julga “saudáveis” : os R$ 35 milhões de reais do Fundo Partidário que caíram no caixa do PT este ano, e os R$ 212 milhões do Fundo Eleitoral destinados ao partido em 2018, do total de R$ 1,7 bilhão distribuídos nas eleições. Toda essa dinheirama será administrada por Hoffmann, a senadora submissa que Lula a elevou ao pedestal político para usá-la ao seu bel-prazer. Ao indicá-la presidente do PT, o chefe petista sabia da futilidade da senadora e da sua subordinação aos seus caprichos.

A história mostra que o ex-presidente risca da sua agenda aqueles que vivem à sua sombra para caminhar sozinho como um soberano inatingível. Abandona os amigos no meio do caminho como fez com vários deles que estão na cadeia. E impõe alguns ao ostracismo como Aloísio Mercadante, Wagner, Dilma, Humberto, Palocci, Vargas, Vaccari, Delúbio, Paulo Ferreira, este condenado esta semana a 9 anos, e tantos outros. Lula, como se diz lá no Nordeste, é igual a Mandacaru: não dá encosto nem sombra.

Quanto a Hoffmann, o ex-presidente vai mantê-la à frente do PT enquanto ela continuar manipulando o caixa, pois do presídio ele mesmo vai se encarregar de distribuir o dinheiro para as campanhas, mantendo-se no domínio financeiro do partido. Espertamente, incentiva Hoffmann como porta-voz, transfere para ela um poder falso, administra a sua vaidade e, nos bastidores, age como um déspota para manipular seus fanáticos e administrar, dentro da cadeia, os milionários fundos dirigidos aos candidatos de sua preferência.

Lula é um egocêntrico, age de acordo com as suas conveniências. Quando a Dilma, por exemplo, ensaiou mudanças ministeriais no segundo mandato, para tentar alçar voo próprio, foi defenestrada por ele que puxou o seu tapete. Ali, ela percebeu que não governava e, como uma marionete, obedecia ao comando do dono do circo. Recolheu-se a sua insignificância e esperou, como uma artista sem alma, que o impeachment chegasse para fechar a cortina do espetáculo mambembe. Pagou também caro o preço da ousadia ao tentar desafiar o chefe que queria apeá-la do poder para sucedê-la na presidência na eleição de 2014.

É natural, portanto, que o Lula, um ser patológico, não se interesse em manter o PT vivo, estruturado e disputando eleições no país enquanto estiver preso. Se abrir espaço para os petistas mais influentes, ele tem a certeza de que perde o comando da agremiação. Assim, raciocina, prefere sucumbir junto com o partido a deixar que aliados se sobressaiam na sua reestruturação. Além disso, enquanto Gleisi estiver ao seu lado, ele mantém sob controle absoluto as finanças e toda a estrutura política do PT.

Afinal de contas, o PT sabe, como nenhum outro partido, usufruir do dinheiro público. Não à toa, o ex-presidente e seu séquito estão guardados em presídios porque dilapidaram o patrimônio dos brasileiros.

Se Hoffmann ainda não entendeu como o seu chefe opera, que se cuide, pois o Sérgio Moro é seu vizinho lá no Paraná. E é prudente que não compare o magistrado ao “fascista” do Jair Bolsonaro, como ela o qualificou em entrevista ao jornal Diário de Notícia de Lisboa ao investir contra Moro: “um juiz parcial, que tomou decisão baseada em atos políticos”.  

Cautela senadora, os chineses, do alto da sua sabedoria milenar, já dizia: “A língua é o veneno do corpo”.

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