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26 de Maio de 2018
Distribuidoras de combustível, além de atuarem como atravessadores, também praticam agiotagem na sua relação com postos. Só entregam combustível mediante pagamento à vista, mas dão prazo de até 7 dias, mediante juros de R$0,259 sobre cada litro, e ainda exigem penhora de outro imóvel com valor líquido cinco vezes maior. Para cada crédito de R$1 milhão, as distribuidoras exigem garantia real de R$5 milhões.
A relação leonina dos postos com as distribuidoras inclui também a punição para aqueles revendedores que recorram à Justiça.
O mesmo princípio se aplica a produtores de etanol. Muitos deles são coagidos a não lutar contra a hegemonia das distribuidoras no sistema.
Politicamente poderosas e capitalizadas, distribuidoras deitam e rolam junto a políticos influentes, governos e sobretudo órgãos de controle.
Nenhum órgão fiscalizador interfere no relacionamento dos postos com as distribuidoras, principalmente a Agência Nacional do Petróleo (ANP).
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Ao anunciar medidas tardias, em meio à crise provocada pela greve dos caminhoneiros, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) continuou dando sinais de “rabo preso” com as distribuidoras de combustíveis. Liberou a obrigatoriedade de mistura à gasolina, mas não revogou a portaria 43/09 que proíbe a venda direta do etanol aos postos. O etanol brasileiro, limpo e renovável, tem ISOs, a melhor certificação possível.
A ANP obriga mais de 400 produtores a vender a apenas três distribuidoras todo o etanol destinado ao mercado brasileiro.
Distribuidoras pagam, em média, R$1,54 por litro de etanol e o vende (cotação de sexta, 25) a R$3,19 aos postos da maioria dos estados.
As distribuidoras não querem, a ANP obedece, vetando a venda direta aos postos. É que etanol custaria metade e concorreria com a gasolina.
Nos últimos três dias, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) assumiu não apenas funções de “primeiro-ministro”, como a própria presidência da República, na linha de frente contra a greve dos caminhoneiros.
O “fico” do presidente da Petrobras, Pedro Parente, por meio de nota da estatal brasileira, é sinal de que ele se sente ameaçado de perder o emprego. Afinal, quem está seguro no cargo não precisa propalar.
Na crise de combustíveis, o prefeito de Itapevi (SP), Igor Soares, decretou que os postos só vendam diesel a ambulâncias. E pediu ao povo para doar para viaturas da PM, Samu e Guarda Civil.
Advogados de Brasília inconformados com a perda de importância e protagonismo da OAB-DF pressionam Ibaneis Rocha a retomar a presidência que exerceu entre 2013 e 2015. Ele está empolgado.
Após identificar irregularidades nas prestações de contas da Agência Nacional do Cinema (Ancine), o Tribunal de Contas da União também analisa se o órgão conseguirá controlar o investimento previsto para 2018, de R$1,2 bilhão. Para o TCU, pode haver uso eleitoreiro.
Um brasiliense ilustre viajou 120km até a linda Pirenópolis (GO), para ficar o mais próximo possível de normalidade. “Hoje enchi o tanque, fiz compra em supermercado e estou aproveitando pra encher a cara.”
A greve de caminhoneiros realizada no Chile em 1972 durou quase um mês (26 dias), mas ajudou a derrubar o governo Salvador Allende, que sofreu o golpe militar liderado pelo general Augusto Pinochet, em 1973.
Cerca de 1.500 projetos receberam mais de R$ 1 bilhão em verbas da Ancine desde 2008, averiguou o TCU. Apenas algumas centenas foram concluídos, mas sem prestar contas. Outros 300 podem ser suspensos.
...nem o país parado por caminhoneiros fez com que os parlamentares trabalhassem na sexta-feira.
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