15 de Abril de 2017
A força-tarefa rastreia o destino do dinheiro roubado no governo de Sérgio Cabral, no Rio, e por isso investiga o papel do ex-secretário Sérgio Côrtes, preso esta semana, na rede D’Or de hospitais, da qual era diretor. A rede controla três dezenas de hospitais. A suspeita é que Côrtes seria sócio ou investidor do Fundo Soberano de Cingapura (GIC), que pagou US$1 bilhão por 14% de participação na rede D’Or.
A compra de participação do fundo de Cingapura na Rede D’Or foi fechada em maio de 2015, e Sérgio Côrtes passou a representá-lo.
A entrada do GIC Private na Rede D’Or ocorreu poucos meses após a aprovação da legislação que permite capital estrangeiro em hospitais.
Procurado, o fundo GIC Private informou que não pode se pronunciar sobre o assunto Sérgio Côrtes sem receber instruções de Cingapura.

Procurada, a Rede D'Or limitou-se a dizer, por meio de sua assessoria, que “não procede”a informação sobre Côrtes como sócio da empresa.

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O ex-ministro de Dilma Edinho Silva, então tesoureiro de campanha de Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo, procurou a Odebrecht em nome do candidato para pedir “doações”, em 2010. O ex-executivo Benedicto Júnior autorizou a propina pessoalmente, no caixa 2, segundo confessou. Edinho pediu R$1 milhão a Carlos Armando Paschoal, ex-executivo, mas a empreiteira só deu R$ 750 mil. Por fora.
O codinome do ex-senador Aloizio Mercadante (PT-SP), na lista de propineiros da Odebrecht, era “Aracaju”. A cidade não merece.
A expectativa da Odebrecht era que Aloizio Mercadante poderia vencer a disputa contra Geraldo Alckmin (PSDB-SP). Aposta errada.
Os pagamentos das propinas para Mercadante, segundo o delato, foram no bairro de Moema, tudo combinado por Edinho Silva.
Segundo avaliação de Benedicto Júnior, ex-executivo da Odebrecht, o sonho do ex-senador e ex-ministro Aloizio Mercadante (PT) era ser ministro da Fazenda, mas “o partido nunca aceitou que ele fosse”.
No remodelado Piantella, em Brasília, antigo frequentador observou que as paredes do restaurante agora estão forradas de dezenas de fotos de políticos. E observou: “Estão todos na lista do Fachin...”.
Guido Mantega utilizou R$ 50 milhões da Odebrecht para o PT & cia., a partir de 2010. Em 2014, o então ministro da Fazenda pediu de Marcelo uma nova contribuição de R$100 milhões para a reeleição de Dilma.
Uma das revelações mais graves de Marcelo Odebrecht é que ele tratava de propina com Guido Mantega quando ele era ministro da Fazenda. Ou seja, o sujeito que tomava conta da chave do cofre.
Ao criticar o foro privilegiado e a impunidade, o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF): "O poder tem que ser um instrumento do bem e da justiça. Não pode servir para ajudar amigos e perseguir os inimigos. Esta é a virada ética que precisamos no Brasil".
A Odebrecht entrou de gaiata na compra suspeita de cinco submarinos franceses, no governo Lula. Foi subcontratada por R$ 3,3 bilhões para algo que jamais havia feito antes: construir um estaleiro de submarinos.
Marcelo Odebrecht disse que Guido Mantega pediu R$ 1.599.000 para a revista Brasileiros. Ao contrário do caso da Carta Capital, onde Odebrecht bancou patrocínios, ele mandou a Braskem fazer anúncios e deduziu o custo do patrocínio do “saldo” do PT com a Odebrecht.
Os advogados Erick Venâncio Lima, do Acre, e Leonardo Accioly da Silva, de Pernambuco, representarão a OAB no CNMP, o órgão de controle externo do Ministério Público.
...não há horas suficientes no dia para assistir aos depoimentos da megadelação da Odebrecht.
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