17 de Maio de 2017
Em depoimento ao Ministério Público de Portugal, no âmbito da Operação Marquês, versão lusitana da Lava Jato, o ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES) Ricardo Salgado revelou ter pago “mesada” de 30 mil euros (R$100 mil) ao ex-ministro do governo Lula José Dirceu, condenado nos escândalos do mensalão e da Lava Jato. Salgado disse que a Espírito Santo Financial fez os pagamentos mensais a um escritório de advocacia, mas o dinheiro era para Dirceu.
O esquema de pagamento a Dirceu servia para ajudar executivos da Portugal Telecom na compra de parte da telefônica brasileira Oi.
A Operação Marquês investiga pagamento de propina do Espírito Santo a José Sócrates, ex-primeiro ministro socialista, ligado a Lula.
Sócrates é acusado de usar testa de ferro para receber propina de €22 milhões na Suíça. Tudo para influenciar a Portugal Telecom e a Oi.
Em 2016, o Banco de Portugal, o BC de lá, condenou Salgado a uma multa de €4 milhões e à proibição de exercer atividades por dez anos.
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Presidente do partido Solidariedade, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP), que se reaproxima do ex-presidente Lula, resolveu cutucar a Lava Jato com a vara curta. Ele desafiou ontem o juiz Sérgio Moro, em entrevista ao programa “Bastidores do Poder”, da rádio Bandeirantes, a condenar Lula à prisão por corrupção passiva e outros crimes, no caso do tríplex-propina do Guarujá. “Ele não tem coragem de prender o Lula”, afirmou o deputado-sindicalista.
“Não teve coragem nem de ouvir ele” – ironizou Paulinho, referindo-se ao interrogatório de Lula – “Teve de chamar a tropa de choque....”
Louco para se aliar a Lula, Paulinho da Força não é exemplo de coerência: apoiou Aécio Neves em 2014 e o impeachment de Dilma.
Paulinho se opõe à reforma trabalhista e contra, claro, o fim do imposto sindical, que rendeu à sua Força Sindical R$49,7 milhões só em 2016.
A procuradora da República Thaméa Danelon, colaboradora da Lava Jato, afirmou que esse escândalo de corrupção, que segundo o MPF é chefiado por Lula, “é o maior da historia da humanidade”.
O TRE de Minas pediu ao TRE-DF para ouvir Benedito Rodrigues de Oliveira, o Bené, na ação que pode cassar o governador Fernando Pimentel (PT). Advogados do governador tentam impedir a oitiva.
O presidente do Senado, Eunício Oliveira, marcou para esta quarta (17) a votação em segundo turno da PEC do Foro Privilegiado. Será votação nominal. É a única PEC aprovada por unanimidade no Senado.
Aliados do governador Flávio Dino (PCdoB) dizem que ele se esforça para não demonstrar o abalo que deveras sente com as más notícias, da citação na Lava Jato à retirada de apoio de Aécio Neves (PSDB).
É coautor da reforma do Código Penal e autor da Lei de execução penal o professor René Ariel Dotti, 83, que deu bronca no garotão defensor de Lula pela atitude desrespeitosa em relação a Sérgio Moro.
O secretário de Fazenda do DF, João Fleury Teixeira, deixa o cargo no fim do mês. Recentemente, ele contou que só dorme uma noite ao mês: quando consegue pagar a folha mensal de R$1,7 bilhão. No DF, servidores (7% da população) embolsam 80% de todas as receitas.
Robinson Almeida (PT-BA), deputado que representou contra Michel Temer pela suposta babá do seu filho, torrou R$24 mil em abril apenas para “divulgar a atividade” parlamentar. Aliás, desconhecida.
Se babá tomando conta de criança causa celeuma, imaginem a ex-assessora Marly Ponte Ferreira, que pageava a então presidente Dilma ganhando belo salário do governo para cuidar da roupa de madame.
...se Lula tivesse mantido silencio, no interrogatório perante Sérgio Moro, talvez a porta de entrada da prisão estivesse mais distante.
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