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18 de Agosto de 2017
Apesar da promessa de controlar a frequência dos deputados, a Câmara nunca foi tão tolerante. Nesta quinta (17), o painel eletrônico para “registro de presença” foi aberto às 6h (!) da manhã. Isso permite que eles batam o ponto e corram para o aeroporto, pegando o primeiro voo para seus estados. Suspensa pelo ex Eduardo Cunha, a manobra foi restabelecida pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Ao contrário de todos os trabalhadores brasileiros, os parlamentares não registram a hora que saem do, digamos assim, trabalho.
O painel da Câmara registrava a presença de 436 deputados, pelas 11h da manhã. Mas menos de trinta estavam presentes no plenário.
Por que a presidência da Câmara manda abrir o painel de registro de presença às foi 6h da manhã? A resposta: “é comum acontecer isso.”
O registro de ponto foi aberto para sessão deliberativa extraordinária, na quinta. Mas nada de importante foi deliberado, como é de costume.
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De todas as propostas da reforma política, em discussão na Câmara, a única que gera consenso é a emenda (PEC 77), relatada pelo petista Vicente Cândido (SP), prevendo entre outras espertezas a criação do “fundão” de R$3,6 bilhões para custear suas campanhas. O dinheiro será retirado na boca do caixa do Tesouro: 0,5% de toda receita líquida da União, ou seja, o dinheiro dos impostos pagos pelos brasileiros.
Falta consenso na PEC 282, proposta de emenda que veda coligações e cria a cláusula de barreira, acabando com os partidecos de aluguel.
Também falta consenso em torno da PEC 282, dos tucanos, que prevê a perda do mandato de quem se desfiliar, incluindo suplentes e vices.
O sistema eleitoral brasileiro é o mesmo desde a Constituição de 1988. Para valer em 2018, a reforma deve ser sancionada até 7 de outubro.
Estudo da Confederação Nacional do Transporte mostra que, em 2016, as concessionárias de rodovias investiram R$ 354,4 mil por quilômetro, mais que o dobro do que o governo federal gastou em suas rodovias.
No DF, o Tribunal de Contas escreve outra página repugnante na história das regalias e privilégios do serviço público: seus conselheiros receberão R$1,6 milhão, retroativos, a título de “auxílio-moradia”.
Michel Temer quer acabar “penduricalhos nos contracheques”. A expressão foi utilizada há 17 anos pelo então presidente do STJ, ministro Paulo Costa Leite, em sua posse. Nada mudou.
Exatos 144 marajás da Caesb, empresa de águas do DF, recebiam acima do teto de R$30 mil. Tem gente ganhando R$55 mil, R$67 mil, R$75 mil e até mais de R$100 mil por mês. Agora receberão o teto. Mas não se fala em devolver o dinheiro que embolsaram durante anos.
Somente o grupo empresarial Paulo Octavio responde por 2,3% de toda a arrecadação do governo do Distrito Federal com o IPTU, neste ano de 2017. São mais de R$18 milhões por ano.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) quer a retirada do plano de trabalho da CPI do BNDES a análise de delações premiadas de envolvidos com empresas enroladas na investigação ao banco público.
Batalhador dos direitos dos aposentados, Antônio Simões dos Reis, de Indaiatuba (SP), indagou a Paulo Paim (PT-RS) para que serve a CPI da Previdência que ele preside, para além de blábláblá e gastos com cafezinho, almoços e “algumas branquinhas”. Ficou sem resposta.
Lula quer suspender interrogatório à Justiça, em setembro, sobre a compra do terreno pela Odebrecht para o Instituto Lula, a título de propina, para que advogados questionem 97 testemunhas de defesa.
...a ida do deputado federal para o trabalho às 6h é inédita... a não ser que seja para sair antes das 6h15.
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