Publicidade
23 de Maio de 2018

A exclusão do imposto dos combustíveis Cide do preço da gasolina, do diesel e do etanol será neutralizada em poucos meses, com a política de reajustes adotada pela Petrobras há dez meses. Estimativas oficiais apontam para cerca de 30% de aumento desde julho de 2017. Só este ano, até agora, foram quase 9%. Assim, os 10% da Cide podem ser neutralizados pela ganância da petroleira antes mesmo das eleições.

A ideia de “zerar” a Cide sem mexer na política da Petrobras não passa de um gesto eleitoral com prazo de validade: cinco meses.
A Petrobras cita “cotação internacional”, mas a composição de preço ignora que seus salários, energia, insumos e o Tesouro são nacionais.
Aliás, a Petrobras deveria abater dos seus preços tudo o que sacou a descoberto do Tesouro Nacional, na História, para tapar seus rombos.
Em 2002, o então candidato Anthony Garotinho perguntou a Lula, num debate, se ele sabia o que é Cide. Começou ali a série “eu não sabia”.
Publicidade
Petrobras e distribuidoras não gostam de lidar com o etanol porque o produto brasileiro é a maior ameaça à hegemonia da gasolina e do diesel. Ontem, com a alta abusiva da gasolina tornando o etanol mais vantajoso, faltou o produto. Vários postos de Brasília e outras cidades estenderam faixas avisando que o etanol acabou. Ao cobrar o produto, importante dono de postos de Brasília ouviu o desdém da distribuidora: “Nós somos distribuidores de petróleo e não de álcool, pô, não enche!”
A Petrobras alega “leis do mercado” para impor reajustes criminosos. Mas teme a concorrência do etanol com a gasolina que produz.
Pelas “leis de mercado”, a Petrobras deveria enfrentar não apenas a livre concorrência do etanol, mas também da gasolina importada.
O etanol sofre aumentos para não ficar mais vantajoso que a gasolina. Mas para o produtor o preço é o mesmo há mais de um ano: R$1,54.
O presidente da Petrobras, Pedro Parente, acabou com a encenação do Planalto, revelando que o governo “jamais cogitou” alterar a política cruel de reajustes diários. Em bom português, “quem manda sou eu”.
Pré-candidato do PSD a presidente, Guilherme Afif recebeu apoio, em Curitiba, do apresentador Ratinho e o filho, deputado Ratinho Júnior, candidato ao governo do Paraná, e mais 25 outros políticos do partido.
DEM e PSDB realizam encontro nesta sexta-feira (25), no Hotel Fiesta, em Salvador (BA), para divulgar as candidaturas dos dois partidos ao governo estadual e Senado. ACM Neto está fora, desistiu da batalha.
A marca britânica de cosméticos Lush, amada pela clientela, vai fechar fábrica e lojas em agosto, no Brasil, alegando a alta carga tributária, a recessão e a instabilidade política. Além disso, a Lush é “vegana” e se recusa a testar seus produtos em animais, como exige a lei brasileira.
O MEC liberou R$1,034 bilhão para ajudar o Distrito Federal a “superar dificuldades emergenciais”. Quase tudo será para pagar salários, que consomem mais de 90% do orçamento da Secretaria de Educação.
A defesa de Lula e PT apelaram ao Comitê de Direitos Humanos da ONU por uma “condenação internacional” à prisão do detento que cumpre por corrução. Iniciativa inócua, o comitê não tem relevância e nem é instância de recurso judicial. Mesmo assim, perdeu de novo.
A Comissão de Agricultura da Câmara vai discutir a carga tributária do setor vinícola, mas não fará isso na Câmara. Os deputados preferem verificar in loco, na região vinícola no Rio Grande do Sul. Claro.
Até por coerência, os petistas deveriam protestar contra a prisão do ex-governador mineiro Eduardo Azeredo (PSDB). Afinal, têm em comum a crítica à prisão após a segunda instância. Mas optaram pelo silêncio.
...mais um político que se gabava de ser “o mais íntegro” já está preso.
Publicidade
busca
colunas anteriores

 
Busca
Redes sociais
@diariodopoder
© 1998 - 2018 - Todos os direitos reservados